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sábado, 19 de março de 2011

Estratégia é para todos

 Pensar em estratégia é algo que costuma passar longe da cabeça dos empresários de pequenas empresas, como se ela fosse uma questão limitada à guerra, ou no máximo a jogadores de xadrez. Provavelmente o termo até tem sua origem na área militar, apesar de nunca ter tido sua aplicação reduzida a apenas esse ambiente.

        Na verdade usar algum tipo de estratégia é mais antigo que a própria fala, e nem se limita a humanos. Quando um animal fica de tocaia a espera da caça, ao invés de sair em busca da mesma, está fazendo uma escolha, ainda que inconsciente. Aqui já temos um exemplo de estratégia, que nada mais é que a escolha bem definida entre diferentes formas de se chegar a um objetivo.

        Vemos assim que todos usam estratégia, o tempo todo, mas de uma forma bem inconsciente, na maioria dos casos. E esse é o ponto onde uma empresa pode conseguir diferenciação competitiva. Assim como uma das grandes diferenças entre o ser humano e outros animais é a enorme variedade de opções conscientes que podemos fazer,  uma empresa que toma ações de forma consciente pode obter vantagens em relação a empresas que dão o popular “tiro no escuro”. Ao conjunto dessas ações conscientes, dentro de uma empresa, podemos chamar de estratégia empresarial.

        Há muitos autores que são considerados gurus da estratégia, entre os mais proeminentes na atualidade estão Michael Porter e Philip Kotler. Ainda que esses autores praticamente só lidem com grandes corporações, onde a estratégia costuma alçar níveis de complexidade impossíveis de uma pequena empresa abarcar, suas idéias estão disseminadas em alguns livros mais simples, como “A arte da estratégia” de Carlos Júlio.

       
Porém, mesmo sem fazer grandes estudos, qualquer empresário pode e deve ter alguma estratégia definida, que consiste em refletir sobre algumas situações e fatos, e então tomar atitudes mais sólidas, baseadas em informações.

       
As reflexões devem se estender, mas não se reduzem, a política de preços e promoções, qualidade e variedade de produtos, concorrência, custos de operação, lucratividade, conhecimento das necessidades dos clientes e, principalmente, a satisfação dos clientes e funcionários, este último normalmente esquecido, mas de suma importância, afinal uma empresa é a soma de todos os seus funcionários.

       
Um gestor pode se sentir intimidado pela gama de assuntos que ele deve dominar, principalmente em pequenas empresas onde ele é o faz tudo e ainda pedimos para que ele seja o pensa em tudo, no entanto não há como fugir dessa realidade, que pode inclusive ser uma das grandes satisfações do empreendedor: a de entender o seu mercado e saber que tem o seu negócio bem gerido.

       
Para ajudar nessa tarefa imensa o empresário conta com sistemas informatizados que podem ajudar na seleção das informações mais importante e até em algumas ações, apresentando oportunidades ou alertas de forma bem mais direta do que os antigos relatórios impressos. Nosso novo serviço, o GIL (Gestão + Informação = Lucro) é uma dessas ferramentas que ajudam não só no operacional da empresa, mas também na sua gestão. Em breve postaremos sobre ele.