Melhorar a gestão das micro, pequenas e médias empresas é ajudar a criar um novo país, com melhor qualidade de vida, maior renda e novas oportunidades para todos. O empreendedor, proprietário de pequenas empresas, deve se sentir orgulhoso de fazer parte do grupo que mais gera empregos no país, principalmente empregos para pessoas menos qualificadas e que tem mais dificuldade de encontrar uma colocação.
Num país com tantas lacunas a se preencher e muito tempo perdido a se recuperar, empreender é a palavra de ordem. Historicamente muitos tornavam-se empresários no Brasil por necessidade, quase que empurrados pela falta de emprego. O vendedor de farol não deixa de ser um empreendedor, que busca com criatividade uma forma de manter seu sustento.
O problema desse tipo de empreendimento é que podem gerar mais fatos negativos do que positivos. Primeiro para a sociedade como um todo, principalmente por serem atividades informais, que não contribuem para o custeio do estado, como a rede pública de saúde, mas também por muitas vezes fomentarem crimes maiores, como o contrabando, mesmo que os vendedores em si sejam apenas pessoas simples que buscam o pão de cada dia. Segundo os próprios empresários e funcionários de negócios informais tem o viés negativo da falta de amparo do estado, por exemplo, em caso de doença que o impeça de trabalhar, o funcionário poderá ficar sem nenhuma renda.
Talvez com o crescimento econômico e a ampla oferta de empregos - o governo já fala em emprego pleno - esse quadro de empresas informais movidas pela necessidade mude para empresas criadas pela oportunidade, que pode ser a de ganhar mais, de ser seu próprio patrão ou de ter maior realização, entre outros motivos.
Percebo que também começa a ceder a imagem negativa que existia no Brasil com relação a empresas e empresários. Lembro quando criança, e até ainda no colegial, conversas de adultos ou de professores sobre como os proprietários de empresas eram pessoas inescrupulosas que ficavam ricas às custas da exploração dos pobres. Isso pode até ter acontecido muitas vezes, mas o próprio amadurecimento das empresas e o crescimento econômico impede que as empresas tenham essa mentalidade, afinal, em geral, não é para os pobres e miseráveis que elas conseguem vender os seus produtos.
Essa visão "demonizada" das empresas se aliava a de que os empregos públicos forneciam estabilidade, altos salários e pouco esforço, uma vez entrando para o sistema, o resto era só tranquilidade. Assim, o brasileiro crescia com a imagem de que político é corrupto, empresário é ganancioso e funcionário público é vagabundo, tudo isso sendo uma regra sem exceções, ou seja, ser trabalhador e honesto era coisa de otário.
Essa visão tem que mudar para que o país possa crescer continuamente. Caso contrário, ficamos presos a uma série de fatalismos, reclamações e esperanças que mantém uma inércia secular e que geram idéias do tipo "O que há de se fazer, o governo não contribui". "Um dia ganho na loteria e fico rico" ou "Tenho fé que melhora".
Os empreendedores das micro e pequenas empresas são justamente as pessoas que saltaram para fora dessa corrente e vão construindo o próprio futuro com seu suor, muitas vezes lutando contra várias forças adversas que para tantos outros trazem a inação. Você que é empreendedor deve pensar na responsabilidade que tem na criação de um novo país, e ter muito orgulho disso.
Num país com tantas lacunas a se preencher e muito tempo perdido a se recuperar, empreender é a palavra de ordem. Historicamente muitos tornavam-se empresários no Brasil por necessidade, quase que empurrados pela falta de emprego. O vendedor de farol não deixa de ser um empreendedor, que busca com criatividade uma forma de manter seu sustento.
O problema desse tipo de empreendimento é que podem gerar mais fatos negativos do que positivos. Primeiro para a sociedade como um todo, principalmente por serem atividades informais, que não contribuem para o custeio do estado, como a rede pública de saúde, mas também por muitas vezes fomentarem crimes maiores, como o contrabando, mesmo que os vendedores em si sejam apenas pessoas simples que buscam o pão de cada dia. Segundo os próprios empresários e funcionários de negócios informais tem o viés negativo da falta de amparo do estado, por exemplo, em caso de doença que o impeça de trabalhar, o funcionário poderá ficar sem nenhuma renda.
Talvez com o crescimento econômico e a ampla oferta de empregos - o governo já fala em emprego pleno - esse quadro de empresas informais movidas pela necessidade mude para empresas criadas pela oportunidade, que pode ser a de ganhar mais, de ser seu próprio patrão ou de ter maior realização, entre outros motivos.
Percebo que também começa a ceder a imagem negativa que existia no Brasil com relação a empresas e empresários. Lembro quando criança, e até ainda no colegial, conversas de adultos ou de professores sobre como os proprietários de empresas eram pessoas inescrupulosas que ficavam ricas às custas da exploração dos pobres. Isso pode até ter acontecido muitas vezes, mas o próprio amadurecimento das empresas e o crescimento econômico impede que as empresas tenham essa mentalidade, afinal, em geral, não é para os pobres e miseráveis que elas conseguem vender os seus produtos.
Essa visão "demonizada" das empresas se aliava a de que os empregos públicos forneciam estabilidade, altos salários e pouco esforço, uma vez entrando para o sistema, o resto era só tranquilidade. Assim, o brasileiro crescia com a imagem de que político é corrupto, empresário é ganancioso e funcionário público é vagabundo, tudo isso sendo uma regra sem exceções, ou seja, ser trabalhador e honesto era coisa de otário.
Essa visão tem que mudar para que o país possa crescer continuamente. Caso contrário, ficamos presos a uma série de fatalismos, reclamações e esperanças que mantém uma inércia secular e que geram idéias do tipo "O que há de se fazer, o governo não contribui". "Um dia ganho na loteria e fico rico" ou "Tenho fé que melhora".
Os empreendedores das micro e pequenas empresas são justamente as pessoas que saltaram para fora dessa corrente e vão construindo o próprio futuro com seu suor, muitas vezes lutando contra várias forças adversas que para tantos outros trazem a inação. Você que é empreendedor deve pensar na responsabilidade que tem na criação de um novo país, e ter muito orgulho disso.
Paulo Azevedo
CEO - ADV Tecnologia
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